Do por quê.
26/12/2010
Sabe aqueles vídeos que mostram o desabrochar de uma flor acelerado? Foi nisso que eu pensei ao decidir por este nome. “Like in bloom”, “como florescendo”. Como será que se sente uma flor, neste momento? A mim, parecia uma explosão de vida, um êxtase angustiante, quase como se ela fosse se arrebentar de dentro para fora. Mas a flor sobrevive. E muito bem, por sinal.
Por um longo período de tempo, isso me assustava. Eu me fechei à vida e às pessoas, acreditando que poderia “viver” assim para sempre, sem ser ferida nem ser notada, sem correr perigos. Percebi que me enganei muito. Não importa o que fizesse, não poderia fugir da vida para sempre. Estaria aqui de qualquer maneira, vivendo ou “vivendo”. Decidi escolher pela primeira opção, mas ainda estou aprendendo a fazer isso. Eu tenho visto muitas coisas. Discutido coisas. Aprendido coisas. E resolvi abrir este blog para sintetizar e elaborar minhas experiências neste mundo.
Eu acho que viver é semelhante a um “florescimento”. A metáfora pode ser meio gasta (aliás, bem gasta), mas serve muito bem. Porque o florescer é um ato involuntário da flor, assim como o crescer é um ato involuntário do indivíduo. Mas florescer é mais do que só crescer. É lançar-se ao mundo em plena forma, ou na melhor forma que conseguir fazê-lo. É isso o que eu busco.
Este blog é uma tentativa de “letralizar”, de traduzir em palavras o que essa experiência tem me mostrado e como ela está se desenvolvendo. Não tem nenhum outro objetivo além deste. Se a leitura for útil para alguém, me sentirei grata. Mas é só.